O
homem é esparso e descontínuo, e não momentaneamente como aconteceu em outras
épocas da história, mas atualmente é a própria essência do mundo ser
descontínuo. Como se fosse necessário, precisamente, edificar um mundo - o
universo, a afirmação mais total e mais unificada - sobre o caráter
desconjuntado, discordante e fragmentado do ser ou sobre as carências do homem.
(Maurice Blanchot[1])
Sabe aquele Vinho que bebi com a Vida
Já Jovem do sexo masculino
Já dotado de virilidade
Com benevolência
Ou interesses comuns;
De forte amizade!
Furor incontrolável,
exaltação, cólera...
De sensualidade!
Sexualmente
apetecível, atraente...
De lubricidade!
Impulsiona o ser humano ao prazer...
De sexualidade!
Capaz de dominar completamente
a conduta humana...
Ó, sensação de embriaguez!
Pessoa da confiança de alguém
O homem considerado
Por sentimentos,
Fraquezas,
Perplexidades.
Inerentes à sua natureza humana
Marido, companheiro ou amante?
Ó, sensação de embriaguez!
[1] BLANCHOT,
Maurice. O livro por vir. Trad.
Leyla Perrone-Moisés. São Paulo: Martins Fontes, 2005.
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